Região de Curitiba tem cerca
de 1,6 mil leitos no setor.

As pousadas e hotéis ligados ao turismo rural, localizados na região de Curitiba, estão com ocupação de 100% neste feriado prolongado. A constatação é da consultora em turismo e hospedagem rural, Wilma Alencar, que intermedia as reservas de pelo menos 45 estabelecimentos do segmento no Paraná e em Santa Catarina. Em Curitiba, o feriado prolongado teve um dia a mais – hoje é o Dia de Nossa Senhora dos Pinhais, padroeira da cidade.

“Está tudo lotado”, atesta Wilma. Segundo ela, há uma semana as reservas eram de apenas 20%. Apenas na última sexta-feira as pessoas de fato garantiram as vagas. Para Wilma, muitos não sabiam se teriam que trabalhar na segunda-feira ou não. “Tem gente tentando entrar hoje (ontem) para sair na terça, mas não há vagas”, diz. Ontem à tarde, o único estabelecimento que ainda não estava totalmente ocupado, segundo Wilma, era a Pousada Hidromineral São Luiz, em Campo Largo. “É uma estrutura bem simples, com uma piscina externa pequena e lago para pesca”, explica. Mesmo assim, o número de leitos disponíveis não era tão significativo: apenas dois apartamentos e um chalé.

O preço da diária em hotéis e pousadas de turismo rural varia entre R$ 170 e R$ 360 o casal, com pensão completa – café da manhã, almoço e jantar. “Os mais procurados são aqueles que apresentam maior qualidade de serviços. Também há preferência por chalés ou apartamentos amplos, com ar-condicionado”, revela Wilma. E resume: “As pessoas estão querendo ir para lugares maravilhosos, mas com custo extremamente baixo. Inclusive alguns hotéis e pousadas aumentaram a diária de R$ 250,00 para R$ 300,00 e tiveram de reduzir depois”. Feriados prolongados e o período do ano que vai de abril a novembro são considerados de alta temporada para o segmento.

Apesar de o turismo rural contemplar o contato com a natureza, através de cavalgadas e refeições caseiras, muitas pessoas querem agregar a isso tudo bons banhos de piscina. “Quase 90% dos que nos procuram querem um lugar com piscina térmica. Os estabelecimentos que oferecem esta opção de lazer são os primeiros a terem as vagas esgotadas”, revela Wilma. Um exemplo, segundo ela, é o La Dolce Vita, que inaugurou a piscina térmica há pouco tempo e já está com lista de espera. Entre os mais procurados, os hotéis com piscinas externas aquecidas aparecem logo a seguir.

Opção de investimento

Em um raio de 200 km de Curitiba, há cerca de 1,6 mil leitos no segmento de turismo rural. Mas a consultora acredita que existe espaço para mais empreendimentos no setor. “É um segmento muito novo, e as pessoas que entraram neste mercado há alguns anos só agora estão se capacitando, profissionalizando”, afirma. Para ela, pessoas que apostaram no turismo rural há oito ou dez anos e que não estão buscando se aprimorar devem levar “uma bela rasteira.” Um exemplo, segundo ela, é o caso de pousadas e hotéis que não contam com boa infra-estrutura para dias de calor. Nesses estabelecimentos, a procura cai quase 80% no verão, de acordo com Wilma.

“Alguns empreendedores com visão de mercado, que já fizeram uma grande pesquisa antes de entrar no ramo, continuam investindo um ano depois de aberto o negócio. É o caso da Pousada Ribeirão das Pedras (Bocaiúva do Sul), que foi inaugurada há um ano com dez unidades e hoje já está com 16”, aponta. Segundo ela, o proprietário do hotel ou pousada normalmente demora quatro ou cinco anos para voltar a investir no empreendimento. “A questão é a falta de capital de giro.”

De acordo com Wilma, o turismo rural costuma ser opção em investimento para quem antes atuava em outra área qualquer. “São empreendedores de outros segmentos que estão entrando no turismo rural. Ex-funcionários de grandes empresas que conseguiram juntar um bom capital e estão dispostos a investir no setor”, arremata.

Serviço – Maiores informações sobre turismo rural, opções de hospedagem e reservas, através do site www.armazemdeturismorural.tur.br ou pelo fone (41) 339-1695.