O aumento das vendas externas de frango está incomodando o concorrente europeu. Depois de ameaçar taxar as exportações brasileiras do produto em 75%, a União Européia, agora, quer aumentar significativamente o teor de sal dos cortes de peito exportados pelas empresas brasileiras, o que inviabilizaria totalmente as vendas. A informação foi dada hoje (18) pelo diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Frango (Abef), Cláudio Martins.

A proposta inicial enviada pelo comissário de Agricultura da União Européia, Silva Rodrigues, aos países-membros, segundo Martins, era de aumentar o imposto de importação dos atuais 15,4% para 75% para esse tipo de produto. A União Européia desistiu, no entanto, dessa proposta – por ferir frontalmente as regras do acordo agrícola da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Agora, a UE quer criar uma barreira técnica à entrada do frango brasileiro, aumentando o teor de sal dos cortes de peito exportados pelas empresas brasileiras, que hoje varia entre 1,2% a 1,5%, para um percentual acima de 1,9%. Com isso, o produto não poderia ser utilizado para fins industriais, o que praticamente acabaria com as exportações de frango.