Rio de Janeiro – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu autorização para receber crédito de R$ 12,5 bilhões do Tesouro Nacional e ampliar a capacidade de financiamento. Os recursos constam de medida provisória publicada nesta segunda-feira (7) no Diário Oficial da União.

Segundo o diretor da Área Financeira do BNDES, Maurício Borges Lemos, esse aporte de recursos representa um esforço do governo para assegurar os R$ 30 bilhões de que o banco precisa para atender à demanda. ?Em dezembro, o BNDES já havia obtido do Tesouro crédito de R$ 2,5 bilhões. Mais esses R$ 12,5 bilhões, nós já chegamos a R$ 15 bilhões, a metade do que precisamos?, afirma.

Os R$ 15 bilhões restantes, diz Lemos, deverão envolver fontes diversas. ?Estamos pensando em outras alternativas?, ressalta. ?No ano passado, conseguimos adequadamente chegar aos R$ 65 bilhões em desembolsos.?

Lemos afirma que o BNDES não descarta operações de captação de recursos no mercado externo e também no mercado doméstico de capitais. Segundo ele, está prevista uma captação de debêntures este ano em torno de R$ 1,35 bilhão, mesmo valor captado no ano passado. Para o mercado internacional, o valor ainda não foi definido.

Além disso, o banco está negociando o aumento do repasse de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). ?Tudo isso está sendo analisado e depois nós vamos juntar esse conjunto e ver se fecha a conta?, afirma.

Para este ano, o orçamento de desembolso do BNDES está estimado em R$ 80 bilhões. Desse total, porém, R$ 30 bilhões ainda não tinham fonte assegurada. De acordo com o diretor, a demanda de financiamentos por parte do setor privado está em R$ 80 bilhões há cerca de três meses, volume que ele considera positivo. ?A ampliação da demanda é positiva porque significa que as empresas estão investindo?, diz.

Em outubro, o BNDES obteve US$ 1 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Essa foi a segunda etapa da Linha de Crédito Condicional (CCLIP), aprovada pelo BID em 2004 no valor de US$ 3 bilhões, e destinada ao financiamento de micro, pequenas e médias empresas. Até o final do ano, o BID deverá repassar o US$ 1 bilhão restante.