O sindicato norte-americano United Steelworkers (USW) – que representa trabalhadores de diversos setores, entre eles o químico, o metalúrgico e o de transportes – requisitou uma investigação formal dos Estados Unidos sobre as políticas de incentivo da China para a indústria local de tecnologias renováveis e sustentáveis.

A petição, enviada ao Departamento de Comércio Exterior (USTR, na sigla em inglês), acusa a China de fornecer centenas de bilhões de dólares em subsídios e na forma de outros auxílios para as empresas locais. “Acreditamos que estas práticas permitiram à China emergir como uma fornecedora dominante de tecnologias verdes”, afirmou o presidente do USW, Leo Gerard, durante entrevista à imprensa.

Segundo ele, as medidas adotadas pelo governo chinês violam as regras de comércio internacional e ameaçam diretamente as propostas da administração Obama de gerar empregos em setores ligados a negócios sustentáveis e de dobrar as exportações nos próximos cinco anos.

O sindicato espera que a Casa Branca leve as queixas à Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo norte-americano tem 45 dias para decidir se investigará as acusações de práticas comerciais injustas e um ano para completar a investigação e determinar que estratégia seguir.

Uma porta-voz do USTR afirmou que o departamento vai analisar a petição. “O USTR está discutindo assuntos relacionados à China e a tecnologias verdes com os sindicalistas e com outras partes e continuará fazendo isso”, acrescentou.

Gerard disse também que continuará a defender que os EUA e outros países ajam de forma mais assertiva em relação ao que ele considera uma manutenção deliberada da fraqueza do yuan pela China. Na próxima semana, o USW pretende se reunir com sindicatos de outras nações do G-20 – incluindo organizações do Reino Unido, do Canadá, do Brasil e do México – numa tentativa de formar uma frente contra a atual política cambial chinesa, afirmou. As informações são da Dow Jones.