A campanha de vacinação contra febre aftosa realizada no Paraná, em novembro de 2008, atingiu um índice de 98,23% de cobertura. Das 9.636.726 cabeças de bovinos e bubalinos cadastradas na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), foram vacinadas 9.465.824 cabeças. O balanço oficial da segunda etapa da campanha de vacinação foi divulgado ontem pelo governo do Paraná. Os proprietários das 170 mil cabeças que não vacinaram ou não comprovaram a vacinação no prazo previsto estarão sujeitos a sanções previstas pela legislação de Defesa Sanitária Animal no Estado.

O índice de vacinação acima de 98% vem sendo atingido nas últimas campanhas realizadas no Estado. “Esse resultado é suficiente para dar segurança ao Paraná contra a febre aftosa”, afirma o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal, Marco Antônio Teixeira Pinto. Segundo ele, o índice é reconhecido como satisfatório pelas organizações internacionais de saúde animal.

Segundo Teixeira Pinto, os animais não vacinados se concentram nas pequenas propriedades, com poucos animais. Ele estima a existência de 6.900 pequenas propriedades que não vacinaram ou não comprovaram a vacinação. Agora, elas serão visitadas pela equipe do Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis) da Seab onde deverão apresentar suas justificativas. A legislação prevê multa de R$ 81,43 por cabeça não vacinada.

Os animais não vacinados receberão a dose de vacina contra febre aftosa da equipe técnica. Segundo Teixeira Pinto, não há mais doses disponíveis no comércio porque a Seab não autorizou a venda de vacinas após 30 de novembro de 2008, período permitido para a imunização e a comprovação da vacina. “Essa proibição é necessária para que a Seab possa acompanhar o desenvolvimento da campanha”, justificou.

Conforme balanço apresentado pela equipe técnica do Defis, a região de Paranaguá apresentou 100% de vacinação. Entre as regiões com maior índice de vacinação, estão ainda Londrina (99,83%), Cornélio Procópio (99,7%), Apucarana (99,61%), Toledo (99,44%), Jacarezinho (99,36%), Maringá (99,23%), Campo Mourão (99,21%) e Umuarama (99,07%). “Esse quadro revela que ficaram poucas cabeças sem a vacina nas várias regiões do Estado”, destaca Teixeira Pinto.