A mineradora Vale do Rio Doce investirá, em média, US$ 350 milhões em energia por ano nos próximos anos, segundo o diretor-executivo da companhia, Tito Martins. Para 2008, a previsão é investir US$ 470 milhões nesta área, que serão aplicados em uma termelétrica de Barcarena (PA) e no projeto hidrelétrico em Estreito. O foco dos investimentos nos próximos anos será em hidrelétricas, usinas térmicas e em urânio

No caso das hidrelétricas, o maior entrave é a demora na concessão das licenças. Neste momento, a companhia está construindo a hidrelétrica de Estreito, mas ainda espera a liberação no Rio Madeira e Belo Monte. Segundo Martins, a vantagem das térmicas é o menor prazo de execução dos projetos, que levam 18 a 24 meses após a obtenção da licença, enquanto as hidrelétricas demoram 36 meses. Hoje, a companhia aguarda a licença para a térmica em Barcarena, que vai operar com gases gerados no processo produtivo das fábricas, e estuda a implantação de uma térmica no Ceará. Outra tendência apontada pela Vale é unir projetos térmicos com hidrelétricas para reduzir o tamanho dos lagos necessários para gerar energia