Brasília – Para evitar que as companhias aéreas Vasp e Varig ficassem impedidas de voar a partir do próximo fim de semana, o Ministério da Defesa e o Departamento de Aviação Civil (DAC) prorrogaram, ontem, por seis meses, o prazo para a assinatura dos contratos de concessões para exploração do serviço de transporte no País. A prorrogação ocorreu quase um mês depois de o presidente da Vasp, Wagner Canhedo, ter sido preso pela Polícia Federal sob acusação de ser depositário infiel em três processos movidos pela Previdência Social, com dívidas que estariam em torno de R$ 100 milhões. A Varig já chegou a atrasar salários para pagar uma parcela da dívida com a Receita Federal.

Por meio de um comunicado conjunto, as assessorias do ministério e do DAC explicaram que a decisão foi tomada “porque, neste momento, as empresas ainda não estão em condições de apresentar suas situações inteiramente regularizadas”. Desde outubro, estava previsto que a assinatura ocorreria neste mês. Um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado ontem no Diário Oficial da União, autorizou a prorrogação da assinatura para outubro.

Segundo a assessoria do Ministério da Defesa, a medida foi adotada para que os serviços não fossem suspensos. Nesse prazo, o governo quer que as empresas se organizem e regularizem as pendências legais.