O vazamento de um produto provoca incêndio na Refinaria de Duque de Caxias, na baixada fluminense, nesta quarta-feira, 18, segundo o Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro-Caxias). “O fogo está destruindo toda a planta (de destilação atmosférica) da unidade. A brigada de incêndio já foi acionada, assim como a PAM – Programa de Ajuda Mútua. Ainda não há informações sobre feridos”, comentou o sindicato em sua página na internet. Procurada, a Petrobras ainda não confirmou o incêndio.

Já a Federação Única dos Petroleiros (FUP) uma das entidades representantes dos empregados, disse que a empresa informou que não houve vítimas. Em sua página na internet, a federação atribui o incêndio à redução do número de trabalhadores após a implementação do Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) em 2015 e 2016. “Só na Reduc, 149 trabalhadores deixaram a refinaria após aderirem ao PIDV, o que representa cerca de 10% do efetivo da unidade, que já operava com número reduzido de técnicos”, argumenta a FUP.

A empresa e os sindicatos discutem, atualmente, o acordo coletivo de 2016, que inclui, além do reajuste salarial, as condições de segurança nas unidades operacionais. “Não bastassem os baixos efetivos que colocam a categoria e as unidades em risco maior, a empresa ainda quer implantar um sistema de consequência, visando responsabilizar os trabalhadores pelo descaso e irresponsabilidade dos gestores”, acusa a federação.

O tema segurança é uma das prioridades do primeiro plano estratégico da gestão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que reiteradamente destaca a meta de levantar as finanças da empresa sem comprometer a saúde dos empregados.