As vendas de imóveis usados caíram 3,7% no Estado de São Paulo em julho na comparação com junho, de acordo com pesquisa mensal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). Conforme o levantamento, no período foram vendidos 1.197 imóveis, o que representa uma queda no índice estadual de 0,7403 para 0,7129. Para a pesquisa foram consultadas 1.679 imobiliárias de 37 cidades do Estado.

Embora o indicador geral tenha mostrado declínio no ritmo de vendas – com destaque para a capital, com retração de 21,82% e no Interior, com queda de 3,93% – no litoral foi apurada alta de 20,94% na comercialização de unidades. Na região que compreende as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Guarulhos e Osasco as vendas cresceram 1,43% na mesma base de comparação.

Para José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, a recuperação ainda não mostrou os resultados esperados, mas a desaceleração da queda já é um bom sinal, visto que no segundo semestre as famílias poderão contar com o reforço de recursos como o 13º salário e férias para investir na compra ou troca de um imóvel.

No período foram vendidas mais casas (50,09%) do que apartamentos (49,91%). Os imóveis mais vendidos na capital foram os de valor superior a R$ 200 mil, com 58,33% do total. No interior do Estado, os imóveis de até R$ 180 mil ficaram com a liderança de vendas, somando 53,54%. Na região formada pelas cidades do ABCD, Guarulhos e Osasco, os imóveis de valor até R$ 160 mil totalizaram 50,89% dos contratos. E no litoral, com 52,27% do total vendido, quem liderou as vendas foram casas e apartamentos de até R$ 140 mil.