As vendas da Ford Motor nos EUA registraram queda de 48% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, uma vez que o ambiente econômico continua desafiador, informou a empresa em comunicado. Junto com o resultado do mês passado, a montadora informou que planeja reduzir a produção. A Volkswagen também reportou nesta terça-feira (3) queda nas vendas nos EUA em fevereiro.

Considerando as vendas das marcas Ford, Lincoln, Mercury e Volvo, as vendas da Ford Motor nos EUA totalizaram 99.400 veículos no mês passado, ante 192.799 veículos em fevereiro de 2008.

Sem considerar a marca Volvo, as vendas nos EUA somaram 96.044 veículos em fevereiro, contra 185.294 veículos no mesmo mês do ano passado. No final de fevereiro, os estoques das marcas Ford, Lincoln e Mercury totalizavam 405 mil unidades, uma queda de 32% em relação ao ano anterior.

A montadora também anunciou que planeja produzir no segundo trimestre na América do Norte 425 mil veículos, sendo 135 mil carros e 290 mil caminhões. O número representa um corte na produção de 38% em relação ao segundo trimestre de 2008, quando a montadora fabricou 685 mil veículos.

“Um elemento-chave da nossa estratégia para construir nossa reputação e melhorar o valor das revendas é alinhar a nossa produção à demanda do consumidor”, disse o vice-presidente de vendas e marketing da Ford, Ken Czubay, em comunicado.

Volks

A montadora alemã Volkswagen informou que sua unidade Volkswagen of America registrou queda de 17,5% nas vendas de automóveis em fevereiro, para 13.660 unidades, em comparação com 16.556 unidades vendidas no mesmo mês do ano passado.

O novo Volkswagen CC, desenhado para unir a dinâmica dos carros esportivos com o conforto de um sedã, teve suas melhores vendas mensais já registradas, com mais de 1,8 mil unidades vendidas.

“A economia continua sendo difícil para o setor automotivo”, afirmou Mark Barnes, diretor-operacional da Volkswagen of America. “Apesar das condições econômicas atuais extremamente difíceis, a marca Volkswagen tem aumentado sua participação de mercado nos EUA”, observou o executivo. As informações são da Dow Jones.