As vendas reais da indústria brasileira acumularam crescimento de 4,5% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2004, segundo o boletim ?Indicadores Industriais? da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Em junho, o crescimento foi de 2,93% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 1,53% sobre maio de acordo com ajuste sazonal.

?O extraordinário desempenho das exportações sustenta grande parte do dinamismo da atividade industrial. A par disso, cabe ressaltar que a demanda interna, embora mais enfraquecida do que em 2004, guarda algum fôlego de expansão?, divulgou.

A CNI ressalta ainda crescimento da massa salarial, que foi de 8,96% no primeiro semestre.

O nível de utilização da capacidade instalada subiu de 81,9%, em maio, para 82,6%, em junho. No entanto, caiu na comparação com junho do ano passado, quando estava em 83,1%.

?O maior aproveitamento do parque produtivo em junho não foi suficiente para conter a tendência de queda do indicador na evolução trimestral, que se estende por três trimestres.

O emprego industrial cresceu 6,36% no semestre. Mas em junho, ficou praticamente estável, com variação positiva de apenas 0,08% sobre maio, quando houve expansão de 0,13% em relação a abril.

Segundo a CNI, essa desaceleração reflete o desaquecimento da atividade econômica iniciado no final do ano passado. Na avaliação da confederação, as perspectivas para o emprego não são tão positivas nos próximos meses.