As vendas de automóveis no Japão tiveram a maior queda dos últimos 37 anos em março, depois que as montadoras foram forçadas a suspender a produção e a reduzir o envio de veículos para as revendedoras, em consequência do terremoto do dia 11. A Associação de Revendedores de Automóveis do Japão informou hoje que as vendas de carros novos, caminhões e ônibus despencaram 37%, para 279.389 unidades, em comparação com março do ano passado. Esta foi a maior queda desde a crise do petróleo, em maio de 1974, quando as vendas diminuíram 55%. Os dados não incluem miniveículos com motores de até 660 centímetros cúbicos.

As vendas da Toyota caíram 45,9%, para 110.667 unidades em março, com as vendas de veículos da marca Lexus recuando 10,2%, para 4.417. As vendas da Honda diminuíram 28,3%, para 43.329, e as da Nissan cederam 37,7%, para 45.700. Em abril, as vendas deverão cair 50% ou mais, segundo Koji Endo, analista da Advanced Research Japan.

Separadamente, as varejistas também começam a mostrar reflexos negativos do terremoto de 11 de março em suas vendas. A Isetan Mitsukoshi Holdings, a maior operadora de lojas de departamento do Japão, informou que as vendas das lojas Isetan caíram 28,4% em comparação com março do ano passado, enquanto as das lojas Mitsukoshi recuaram 22,8%.

Outra importante operadora de varejo do Japão, a Fast Retailing, afirmou que as vendas domésticas na cadeia de lojas de vestuário Uniqlo caíram 10,5% em março – a primeira queda em três meses. Cerca de 12 lojas Uniqlo na área afetada pelo terremoto fecharam as portas após o terremoto. As informações são da Dow Jones.