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Vendas estão em alta.

O comércio varejista do Paraná encerrou abril com crescimento de 5% nas vendas, na comparação com igual mês do ano passado. Com esse resultado, as vendas acumulam no ano avanço de 7,5% e, nos últimos 12 meses, de 5,2%. Apesar do resultado positivo, o desempenho do Paraná ficou pouco abaixo da média nacional, cujo crescimento foi de 7,5% na comparação com abril do ano passado. Já com relação a março, as vendas avançaram 0,4%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Paraná, oito dos nove setores pesquisados registraram aumento nas vendas. O destaque, em magnitude de variação, foi ?equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação?, com crescimento de 32,7%. O setor ?móveis e eletrodomésticos? – que depende especialmente do crédito – avançou 10,1%, e o de ?combustíveis e lubrificantes?, 7,5%.

Outras atividades que apresentaram resultados positivos foram ?tecidos, vestuário e calçados?, com crescimento de 6%, ?artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos?, alta de 5,5%, ?livros, jornais e revistas?, com incremento de 3,6% e ?hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo?, com 3,1%. O subitem ?hipermercados e supermercados? também registrou crescimento, de 2,9%. Na outra ponta, ?outros artigos de uso pessoal e doméstico? foi o único a registrar queda nas vendas, de 0,4%.

Clima positivo

Para o técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Reinaldo Pereira, o crescimento nas vendas em nível nacional é atribuído à continuidade do clima positivo na área econômica. ?Não há grandes novidades no desempenho do comércio porque não há nenhuma notícia nova na economia que abale essa trilha de crescimento das vendas do setor?, disse.

Ele citou a queda na taxa de juros (Selic) e a expansão do crédito como fatores que têm beneficiado o desempenho do comércio. ?Não há nenhuma mudança drástica na conjuntura econômica e isso dá confiança ao consumidor?, disse.

Especificamente sobre o desempenho registrado em abril ante março (crescimento de 0,4%), Pereira observou que a estabilidade no rendimento e no emprego apurada pela pesquisa mensal de emprego do IBGE em abril nas seis principais regiões metropolitanas do País, contribuiu para as quedas nas vendas ocorridas em algumas atividades do varejo. Houve recuo, nessa comparação, em tecidos, vestuário e calçados (-1,7%), combustíveis e lubrificantes (-1,5%) e móveis e eletrodomésticos (-3,6%).

Destaque

O segmento de ?hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo?, com expansão de 4,2% em abril ante igual mês de 2006, representou a maior contribuição individual, de 2,3 pontos porcentuais, no avanço de 7,5% apurado nas vendas totais do comércio nessa base de comparação. Essa atividade é a que tem maior peso (cerca de 30%) na pesquisa do IBGE.

Outros setores que apresentaram a maior influência na taxa foram ?móveis e eletrodomésticos? (crescimento de 13,1%) e ?outros artigos de uso pessoal e doméstico? (que inclui loja de departamentos), com avanço de 23,5%.