De acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (14), o volume de vendas do comércio varejista paranaense cresceu 1,3% em maio, no confronto com o mês de abril, apresentando incremento de 5,7% em relação a maio do ano passado. Em ambos os casos, os resultados são superiores aos registrados pelo comércio varejista do país, cujas vendas avançaram 0,8% em comparação a abril de 2009 e 4,0% em relação a maio de 2008.

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, o volume de vendas do comércio varejista estadual apresentou alta de 4,2%, com destaque para o ramo de equipamentos de escritório, informática e comunicação, que contabilizou significativo crescimento de 137,7%. Nesse mesmo período, o segmento de hipermercados e supermercados registrou elevação de 1,6% nas vendas, enquanto o ramo de combustíveis e lubrificantes atingiu expansão de 5,7%.

Segundo Julio Suzuki, coordenador do núcleo de conjuntura do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), “os números confirmam que a demanda interna não foi profundamente afetada pela crise, constatando-se impactos mais acentuados sobre as atividades econômicas ligadas ao mercado internacional”.

Minirreforma

Políticas do Governo do Estado têm estimulado as vendas internas. Levantamento da Receita Estadual mostrou que a minirreforma tributária implantada em abril pelo Governo do Paraná reduziu em 6,4% os preços de 95 mil itens para o consumidor.

A redução de preços foi maior em super e hipermercados (6,9%) do que em lojas de departamentos e magazines (5,1%). A pesquisa comparou os preços dos itens atingidos pela minirreforma em março e abril em 285 estabelecimentos não optantes pelo Simples Nacional, em 78 cidades do Paraná.

A redução média de 6,4% nos preços dos 95 mil itens incluídos na minirreforma significa R$ 5,1 milhões por mês a mais em poder de compra para trabalhadores que recebem até sete salários-mínimos ou aposentados e pensionistas que ganham até cinco mínimos por mês.

Para o secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, as vendas do comércio varejista consolidam a economia paranaense como referência entre os estados no enfrentamento da crise.

“Com a redução direta para o consumidor, toda a cadeia produtiva acaba sendo atingida. A produção de bens de consumo aumenta, e posteriormente, novas contratações nas indústrias também irão ocorrer”, acrescentou.