O faturamento das indústrias do Paraná cresceu 10,56% de janeiro a maio deste ano em comparação a igual período do ano passado. A variação das vendas de abril para maio também foi positiva, de 7,06%. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (04) pelo Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado
do Paraná (Fiep).  O resultado mostra a recuperação do setor industrial motivada principalmente pelo bom desempenho da agricultura, que garantiu mais matéria-prima para processamento. "A boa safra 2006/2007 e o não aparecimento de problemas fitossanitários permitiu que a ‘Indústria de Produtos Alimentares e Bebidas’ recuperasse suas vendas industriais em 17,22%", revela a pesquisa feita pela Fiep. De acordo com os dados, dos 10,56% de aumento da indústria de transformação, 4,52% correspondem ao impacto do gênero alimentos e bebidas, dado o seu expressivo peso relativo na composição da renda industrial do Estado.

O gênero ‘Petróleo e Produção de Álcool’ apresentou crescimento de 7,03% em decorrência da expansão das vendas de álcool, cuja matéria-prima básica é oriunda também do campo. Desta forma, de acordo com a pesquisa da Fiep, estima-se que a indústria paranaense alcance em 2007 o seu melhor desempenho em termos de aturamento real, superando pela primeira vez o resultado do ano de 2002, que até hoje continua sendo o mais significativo de toda a série histórica pesquisada pela Federação desde 1996.

"A elevação das vendas industriais paranaenses neste patamar confirma a previsão feita pela Fiep no início do ano", afirma o economista Maurílio Schmitt, coordenador do Departamento Econômico da Federação. "No início do ano projetávamos um crescimento de 11% para este primeiro semestre em comparação ao mesmo período do
ano anterior, o que deve ser confirmado", diz Schmitt. Ele observa, no entanto, que no
segundo semestre de 2007 o desempenho tende a declinar em relação aos últimos seis
meses de 2006, que foi quando a atividade industrial começou a mostrar recuperação.

O estudo da Fiep mostra que a indústria paranaense também continua expandindo suas exportações. Nos cinco primeiros meses do ano, o acréscimo acumulado é de 35,11% e treze dos dezoito gêneros pesquisados mostraram aumentos. De janeiro a maio de 2007, a participação relativa das vendas industriais destinadas ao exterior atingiu 24,18% do total; enquanto em 2006 a participação foi de 19,65% e, em 2005, de 18%.

No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período de 2006, os três gêneros que apresentaram maior expansão foram: ‘Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios’ (+23,86%), ‘Máquinas e Equipamentos’ (+19,21%) e ‘Produtos Alimentícios e Bebidas’ (+17,22%). Por outro lado, nesta base de comparação, os gêneros com maiores reduções foram: ‘Material Eletrônico e de Comunicações’ (49,80%), ‘Produtos Têxteis’ (-28,27%) e ‘Couros, Artefatos de Couro e Calçados’ (-25,77%).

O acréscimo registrado em maio reflete o aumento de atividade em dezesseis dos dezoito gêneros pesquisados. Os três gêneros de maior participação relativa na indústria paranaense evoluíram positivamente: ‘Petróleo e Produção de Álcool’ (+11,14%) – em virtude do início da safra da cana-de-açúcar destinada à produção de álcool; ‘Produtos Alimentícios e Bebidas’ (+9,02%) – em função do maior volume de matérias-primas agrícolas processáveis pela indústria local e pelo aumento de demanda por produtos de menor valor específico; e ‘Fabricação e Montagem de Veículos Automotores’ (+0,73%) – em função de aumento de demanda no mercado doméstico e aumento de exportações.

Os gêneros que apresentaram os maiores aumentos em maio foram ‘Couros, Artefatos de Couro e Calçados’ (+63,14%) – recuperação do setor e aumento de pedidos;
‘Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos’ (+30,74%) – vendas de câmaras frigoríficas; e ‘Material Eletrônico e de Comunicações’ (+24,84%) – recuperação do setor devido à reestruturação de grande empresa do setor. Os únicos gêneros que tiveram reduções em maio foram ‘Móveis e Indústrias Diversas’ (-3,13%) e ‘Produtos de Metal’ (-2,79%) – ambos em função da diminuição de pedidos.