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Horas trabalhadas também cresceram.

Rio (AE) – As vendas reais da indústria de transformação tiveram um crescimento de 1,69% em termos dessazonalizados, em outubro, ante setembro deste ano, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação com outubro de 2005, as vendas apresentaram uma expansão de 10,74%. No acumulado de janeiro a outubro, houve crescimento de 1,43% em relação a igual período de 2005.

As horas trabalhadas na produção em outubro cresceram 1,23%, também descontando os efeitos sazonais, na comparação com setembro, e 6,02% ante outubro de 2005. No acumulado do ano, as horas trabalhadas na produção registraram alta de 1,77% na comparação com o mesmo período de 2005.

O número de empregos na indústria subiu 0,53%, em outubro, ante setembro, e 3,28% na comparação com outubro de 2005. No acumulado do ano, o emprego industrial apresentou uma expansão de 1,88% na comparação com o período de janeiro a outubro de 2005.

A utilização da capacidade instalada ficou em 81,8% em outubro em termos dessazonalizados, ante 82,2% em setembro. Em outubro de 2005, a utilização da capacidade instalada era de 81,4%.

Paraná

As vendas das indústrias do Paraná em outubro cresceram seis vezes mais que a média brasileira, conforme os dados da CNI. No Estado, as vendas do setor no mês aumentaram em 10,91%, enquanto que o crescimento nacional no mês ficou em 1,69% na comparação com setembro.

O resultado paranaense, divulgado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), eleva o faturamento do setor, em 2006 ,em 4%. Supera também cálculos anteriores, que indicavam um crescimento em torno de 3%.

As três áreas de maior participação relativa na indústria do Estado apresentaram crescimento: produtos alimentares (23,29%), material de transporte (13,29%) e química (3,95%).

No acumulado do ano as exportações da indústria paranaense já superam em 11% o resultado de 2005, o que deve se manter até o final do ano. As vendas realizadas dentro do Estado, em outubro, também subiram no mesmo patamar: 11,35%.

Na área de alimentos, os produtos mais exportados foram açúcar, aves e massas para a Europa e Japão. No setor de material de transporte, o item determinante foram as exportações de veículos para a Argentina e os Estados Unidos. Na área química, o destaque foi a exportação de álcool para o Extremo Oriente e para a Rússia.

Já os setores que registraram maiores quedas em outubro foram material elétrico e de comunicações (-90,97%), devido à reestruturação de empresas do setor; editorial de gráfica (-17,02%) por causa do fim das encomendas de material didático; e têxtil (-13,70%) em razão do término de contratos de vendas ao exterior.