As vendas no varejo dos 16 países que utilizam o euro como moeda subiram mais que o esperado em julho, em um novo sinal de que a demanda dos consumidores está ajudando a puxar o crescimento econômico da região. Segundo informou hoje a agência de estatísticas Eurostat, as vendas no varejo cresceram 0,1% em julho em comparação com junho e 1,1% em relação a julho do ano passado.

Economistas esperavam que as vendas no varejo em julho ficassem estáveis em relação a junho e subissem apenas 0,7% na comparação com julho de 2009. As vendas de alimentos, bebidas e tabaco cresceram 0,3% em termos mensais, enquanto as vendas excluindo o setor de alimentos caíram 0,1%.

Na análise por países, a pesquisa mostrou que Portugal e França registraram altos níveis de gastos dos consumidores, mas na Espanha as vendas caíram 3% em julho ante junho. A pesquisa também mostrou que, entre todos os 27 países membros da União Europeia, os gastos dos consumidores subiram 0,1% em julho e 0,3% em junho, em termos mensais, e 1,1% em julho e 1,0% em junho na comparação com os mesmos meses do ano passado.

Serviços

Em outra divulgado do dia, a empresa de pesquisas Markit informou que o crescimento do setor privado da zona do euro se desacelerou em agosto. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade do setor de serviços da região subiu para 55,9 em agosto, o maior nível em três meses, ante os 55,8 de julho. O resultado ficou acima do consenso das estimativas dos economistas e da leitura preliminar, ambas de 55,6.

No entanto, juntando a esse dado o divulgado na quarta-feira desta semana sobre o PMI da atividade industrial da região – que recuou para 55,1 em agosto, de 56,7 em julho -, o resultado foi uma desaceleração no índice composto. O PMI composto da zona do euro diminuiu para 56,2 em agosto, de 56,7 em julho. Economistas esperavam que o dado preliminar sobre o índice composto, de 56,1, não fosse revisado na pesquisa final.

Segundo a Markit, a ampliação das diferenças no desempenho das quatro maiores economias da zona do euro continua sendo motivo de preocupação. “França e Alemanha ainda são os principais motores que levam a recuperação adiante, enquanto Itália e Espanha continuam ficando para trás”, afirmou Rob Dobson, economista sênior da empresa de pesquisas.

Na Alemanha, o PMI do setor de serviços subiu para 57,2 em agosto e, embora tenha ficado abaixo da previsão de 58,5, superou os 56,5 de julho. Na França, o dado caiu para 60,4, de 61,1, mas ficou acima da estimativa de 59,9. A Itália teve alta no PMI de serviços para 51,4, de 49,6, também acima da projeção de 50,0. Já na Espanha houve queda para 49,2, de 51,3.

Reino Unido

No Reino Unido, que não faz parte da zona do euro, o setor de serviços se expandiu no menor ritmo desde abril de 2009. De acordo com a Markit e o Chartered Institute of Purchasing and Supply (CIPS), o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Reino Unido caiu para 51,3 em agosto, de 53,1 em julho. O número foi mais fraco que o esperado pelos economistas, que previam queda para 52,8. As informações são da Dow Jones.