As vendas no comércio varejista brasileiro tiveram queda de 4,7% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o relatório MasterCard SpendingPulse. Dos sete setores considerados na pesquisa, quatro tiveram desempenho acima do índice cheio: artigos farmacêuticos; móveis e eletrodomésticos; material de construção, e artigos de uso pessoal e doméstico. Já vestuário, combustíveis e supermercados registraram os piores desempenhos, com destaque para este último, que recuou 5,8%.

Na divisão geográfica, houve queda em todas as regiões. A retração mais acentuada foi registrada no Norte (-6,3%), seguido do Sudeste (-4,8%), Sul (-4,6%), Nordeste (-4,4%) e Centro-Oeste (-3,8%).

Para Kamalesh Rao, diretor de pesquisa econômica da MasterCard Advisors, o ambiente macroeconômico continua desafiador. “Considerando a elevada taxa de desemprego, desaceleração da massa salarial, câmbio instável e altas taxas de juros, todos esses fatores continuarão a pesar sobre o ambiente varejista nos próximos meses”, afirma em relatório, acrescentando que o Dia dos Pais, considerada a quarta data mais importante do varejo brasileiro, não causou grandes impactos no varejo em agosto.

Vendas online

Enquanto isso, as vendas online tiveram crescimento de 17,2% em agosto, na contramão do varejo total. Os setores de móveis, eletrônicos, artigos farmacêuticos e vestuários tiveram um desempenho superior à média, enquanto hobby & livraria ficou abaixo do índice geral do canal online.

O SpendingPulse é um indicador macroeconômico que informa sobre gastos no varejo nacional e o desempenho do consumo. O relatório é baseado nas atividades de vendas na rede de pagamentos MasterCard, juntamente com as estimativas para todas as outras formas de pagamento, incluindo dinheiro e cheque. O relatório, bem como as previsões de tendências de gastos, não refletem ou se relacionam com o desempenho operacional e financeiro da MasterCard.