A greve dos metalúrgicos da fábrica da Volkswagen, instalada em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, completou hoje 34 dias, período em que não se produziu mais de 20 mil veículos Fox, CrossFox e Golf. Com preço médio líquido de R$ 40 mil, a empresa já teria deixado de faturar mais de R$ 806 milhões. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a greve afeta, além dos 3,1 mil metalúrgicos da Volks, outros 20 mil trabalhadores de empresas terceirizadas e fornecedores.

Uma assembleia deveria ter sido realizada no início desta tarde, mas foi transferida para amanhã em razão da chuva que caiu sobre Curitiba e região metropolitana e por um pedido da direção da montadora para transferir para a tarde uma reunião que deveria ser realizada pela manhã. A expectativa era de que nessa reunião fosse apresentada alguma nova proposta que possa ser levada para a votação dos metalúrgicos.

A direção do sindicato disse que agora, após mais de um mês de greve, além dos valores da Participação sobre Lucros e Resultados (PLR), precisam ser discutidas outras questões como o pagamento dos dias parados, os dias adicionais pretendidos pela empresa, um plano de cargos e salários e já adiantar as conversas sobre o reajuste salarial de setembro. A PLR é o principal motivo da greve. O sindicato pede R$ 12 mil, com a metade sendo paga imediatamente, enquanto a Volkswagen ofereceu R$ 5,2 mil na primeira parcela, deixando a segunda para ser discutida posteriormente.