A economia mais livre do mundo em 2006 foi registrada em Hong Kong, segundo avaliação feita pela Heritage Foundation, centro de estudos econômicos norte-americano, conhecido por suas posições conservadoras. Em seguida aparecem Cingapura, Austrália e Estados Unidos. O Brasil ocupa o lamentável 70.º lugar entre 157 países pesquisados.

O levantamento investiga os índices de liberdade comercial, financeira e de investimentos, direitos de propriedade, liberdade fiscal, monetária e de trabalho, além de independência dos negócios em relação ao governo.

Hong Kong lidera o ranking organizado pela fundação por 13 anos, com o percentual de 89,3% de liberdade econômica, estribada numa legislação empresarial simples, aliada a um mercado de trabalho altamente flexível, investimentos abertos e praticamente nenhuma restrição ao capital estrangeiro.

As diferenças com a realidade brasileira são flagrantes, tendo em vista que os valores essenciais que deram à economia asiática o potencial de atrair investidores ainda são totalmente estranhos por aqui.

Na América Latina, contudo, temos honorável exemplo do descortino da ação empreendedora – o Chile – décimo primeiro colocado na elite econômica planetária.