Os mercados emergentes estão sendo um dos motores do crescimento da economia mundial e compensando em parte a desaceleração da economia americana em 2007. Essa foi uma das principais conclusões da reunião dos maiores bancos centrais do mundo, que se realiza na Basiléia, na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS), conhecido como o banco central dos bancos centrais. Os xerifes das finanças internacionais não excluem nem mesmo que o ano repita o mesmo avanço em 2006, estimado pelo BIS em 5,1%.

"Depois de um 2006 muito bom, poderemos ver uma repetição da situação em 2007", afirmou Jean Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE) e que atua como porta-voz dos maiores bancos do mundo. Segundo ele, o ritmo de expansão poderia ser mantido até mesmo em 2008, se os diversos governos forem "sábios" em suas políticas.

Para Trichet, os países emergentes, principalmente na Ásia, estão tendo um impacto importante no desempenho mundial.

Entre os riscos, porém, o presidente do BCE aponta para a possibilidade de medidas protecionistas, inflação provocada pelo preço do petróleo ou uma reapreciação da percepção do risco no mercado financeiro. "Mas essas probabilidades de que esses riscos se materializem são baixas. Mesmo assim, precisamos nos manter vigilantes. Não podemos cantar vitória", completou Trichet.

Durante a reunião, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, apresentou aos demais banqueiros a situação do Brasil. O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Rodrigo de Rato, também esteve presente. Meirelles dará uma conferência de imprensa no final da tarde.