No mês de julho, foram criados 202 mil empregos com carteira assinada, um aumento de 0,83% em relação a junho. O dado consta do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado hoje pelo ministro Ricardo Berzoini.

Segundo ele, o governo está otimista com a tendência de aumento do emprego formal no país. No ano, o crescimento do emprego acumula 5,3%. “Já superamos a expectativa de criar 1,3 milhão postos de trabalho e agora temos a meta de chegar a 1,8 milhão até o final do ano” afirmou.

Os destaques do mês de julho foram os setores de indústria de transformação, com 56 mil empregos, e a agricultura, com 55 mil empregos. De acordo com o Cadastro Geral de emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho, a construção civil está revertendo o quadro negativo do ano passado: em julho foram criados 10 mil postos. Berzoini destacou que o aumento de empregos é maior nas cidades do interior.

O Caged é divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho, e não inclui empregos públicos e domésticos. Por lei, as empresas são obrigadas a passar as informações ao governo.

Berzoini disse que, por enquanto, o governo não tem metas para o aumentro da renda do trabalhador, já que a prioridade ainda é criar empregos, No entanto, ele revelou que pesquisas comprovam um aumento real de 9% nos salários.

Quanto à desoneração da folha de pagamento de empresas, o que deve significar um incremento na criação de postos de trabalho, o ministro disse que ainda existem divergências dentro do próprio governo sobre as medidas. “As medidas serão anunciadas assim que for equacionada a questão da desoneração das empresas com a arrecadação Previdenciária”. Berzoini adiantou, no entanto, que o governo está trabalhando em medidas para desonerar empresas com faturamento mensal de até R$ 3 mil.