O número de empregos nas indústrias do Paraná cresceu 4,09% em 2004, de acordo com levantamento do IBGE divulgado nesta quinta-feira. O índice foi o terceiro melhor do país e o maior da região Sul. A média nacional ficou em 1,92% – apontada como a melhor desde 1990. As maiores taxas foram verificadas na região Norte e Centro-Oeste (4,82%) e em Minas Gerais (4,42%).

Especificamente em dezembro, na comparação igual mês do ano anterior, a taxa paranaense foi calculada em 6,34%. A média brasileira neste caso foi de 4,42%. No último mês do ano, o resultado do parque industrial paranaense foi o segundo melhor do Brasil. O maior foi registrado pelo conjunto do Estados da região Norte e Centro-Oeste (7,99%).

O crescimento nacional de 4,42% no índice dezembro foi resultado do aumento no nível de emprego em 13 das 14 áreas e em 13 dos 18 segmentos investigados, cujos destaques foram alimentos e bebidas (6,6%), máquinas e equipamentos (16,0%) e meios de transporte (16,5%).

Ainda na comparação dezembro 04/dezembro 03, somente o Rio Grande do Sul apresentou queda (-0,9%), em função das demissões em oito ramos industriais, em especial, calçados e couro (-12,4%). No total do país, as demissões superaram as contratações em cinco ramos, sendo que os principais impactos negativos foram de produtos de metal (-4,1%) e calçados e couro (-3,7%).

Na análise trimestral brasileira, observa-se que 2004 teve evolução inversa ao ano anterior. Em 2003, somente o primeiro trimestre foi positivo. Já em 2004, o emprego apresentou trajetória crescente e positiva nos três últimos trimestres: 1,0% no segundo, 3,0% no terceiro e 4,3% no último trimestre. Este movimento é explicado pelo crescimento da atividade industrial observado ao longo de 2004.

No último trimestre de 2004, em relação a igual período de 2003, 12 locais e 12 atividades apresentaram índices superiores aos do terceiro trimestre, sobressaindo as contratações efetuadas no setor de refino de petróleo e produção de álcool (de 9,0% para 20,1%); vestuário, ainda com taxas negativas no período, porém de menor magnitude (de -7,0% para -1,6%); e meios de transporte, que aumentou o ritmo de crescimento de 9,7% para 15,1%.

No acumulado no ano, o crescimento nacional de 1,9% ocorreu com as seguintes contribuições positivas: máquinas e equipamentos (14,1%) e alimentos e bebidas (3,7%). Por outro lado, a principal influência negativa no resultado anual as maiores pressões vieram do vestuário (-7,5%) e produtos de metal (-5,1%).