Pela primeira vez Curitiba recebe o 4.º Encontro Nacional de Fiat 147, modelo clássico que atrai donos e fãs desde que o evento surgiu em Itupeva (SP). Em Curitiba, mais de 130 exemplares estão reunidos em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico para desfilar o pequeno hatch, de acordo com estimativa de Luiz Guilherme Gomes de Mello, membro do Fiat 147 Clube de Curitiba e organizador do evento. O encontro vai até as 17h deste sábado (9).

Dentre os modelos que estão reunidos em Curitiba, alguns trazem histórias de longe. Dois deles vieram rodando de Goiânia até o encontro. Luciano Moraes, mais conhecido como Buchada, é proprietário de um deles e conta que a quilometragem estimada é de 3100 km ao todo. Luciano e o amigo Marco Antônio Amorim, também proprietário de um dos carros, saíram de Goiânia na quinta-feira, às 5h da manhã. “A viagem é tranquila. A gente vem passeando, curtindo e aproveitando. A distância não alterada nada”, explica Luciano.

A paixão pelo modelo é praticamente unânime dentre os frequentadores do evento. Para Marco Antônio, o interesse surgiu por influência do pai, que teve como primeiro carro um Fiat 147. Marco lembra que a família de seis integrantes viajava com o carro do pai nos finais de semanas e feriados e, por conta da memória de infância, ele buscou no 147 um hobby. “Já estou a dois anos melhorando ele, alterando algumas coisas e me encontrando com o pessoal. É como a gente sempre fala: carro parado não tem história”, conta Marco.

Outro caso de amor presente no evento é o do organizador Jorge Pinho. Ele é proprietário de um Fiat 147 Oggi Css, modelo com somente 300 exemplares no mundo e originalmente produzido para ser um carro de corrida. Jorge conta que sua história com o carro começou quando ele encontrou o jogo de rodas instaladas em um Uno. Por saber da raridade, Jorge adquiriu o jogo por 140 reais e passou a ser motivo de piada no grupo de amigos, que diziam que agora só faltava o carro. Depois das brincadeiras, dois amigos encontraram um exemplar do modelo e deram de presente para Jorge para “completar” o jogo de rodas adquirido pelo aficionado pelo exemplar.