O espaço aéreo de São Paulo não será fechado para receber o presidente americano George W. Bush, mas terá algumas restrições a partir de hoje. Segundo a Aeronáutica, em todos os pontos fixos onde o presidente estiver os sobrevôos de aeronaves ficarão proibidos em um raio de 5 quilômetros.

A medida não deve atrapalhar nem a aviação regular, nem a aviação geral – que inclui jatos e táxis aéreos. O máximo que pode acontecer é algum helicóptero ter de desviar ou optar por outro caminho para chegar ao destino. Como Bush deve ficar a maior parte do tempo na zona sul, onde a torre de controle do Aeroporto de Congonhas também monitora a movimentação dos helicópteros, será mais fácil avisar sobre as restrições aos pilotos. Mesmo assim a Aeronáutica emitiu ontem um aviso aos pilotos com os horários de possíveis restrições.

Um estudo também foi realizado para saber se a presença do presidente americano na zona sul iria interferir nas rotas de pouso e decolagem de Congonhas. A conclusão foi de que não haveria problemas.

A segurança aérea também foi reforçada, o número de aeronaves de defesa aumentou em bases mais próximas da cidade. A atenção será redobrada no espaço aéreo da Grande São Paulo.

Quanto à proteção durante os deslocamentos de Bush, a torre de controle deve ser avisada pouco tempo antes sobre o trajeto para aos poucos, criar um corredor aéreo. As interrupções serão momentâneas, garantia ontem a Aeronáutica.

Assim que o Air Force One, que transporta o presidente americano entrar no espaço sob fiscalização da torre de São Paulo, os controladores manterão as demais aeronaves afastadas dele. Para pousar no Aeroporto Internacional de Guarulhos será criada uma espécie de ?bolha temporal?, como se um pouso e uma decolagem antes e depois do avião presidencial tivessem sido suspensos. Logo em seguida as operações voltam ao normal. Como o movimento em Guarulhos é menor do que em Congonhas, as autoridades aeronáuticas não prevêem atrasos em outros vôos.