Foto por: Dominique Faget

Colorida de vermelho e amarelo, a Espanha amanheceu este domingo contando as horas para a disputa de sua primeira final em um Mundial de futebol contra a Holanda, com a esperança de bordar sua primeira estrela na “roja”, como os espanhóis chamam a camiseta da equipe e sua seleção.

A capa do jornal esportivo Marca deu o tom, este domingo, com uma foto da camiseta, sob o título, “hoje colocaremos a estrela na camiseta”, enquanto o ABC ocupou toda a primeira página com uma única palavra: “Espanha!”.

Os torcedores se preparavam, este domingo, sob um intenso calor, a viver a primeira final de um Mundial, dois anos depois de a Espanha se consagrar campeã da Europa perante a Alemanha.

Em Madri, telões foram instalados na praça de Cibeles – local tradicional de comemorações do Real Madrid -, na vizinha avenida Recoletos, e perto do estádio do Real Madrid, o Santiago Bernabeu.

Bandeiras vermelhas e amarelas pendiam dos balcões, de carros e motos; camisetas da Fúria eram levadas nas costas pelos madrilenses que caminhavam pelas ruas da capital espanhola, dando a sensação de que desta vez chegarão lá.

Em Barcelona (noreste), segunda cidade do país, o fervor pelo ‘Barça’, principal time da cidade e da região, não será superado pelo da seleção, mas o entusiasmo vai aumentando.

Um telão foi instalado na Praça de Espanha, onde 50.000 pessoas são aguardadas esta noite, e algumas bandeiras espanholas começavam a colorir os balcões, apesar do predomínio absoluto das bandeiras catalãs (as ‘senyera’, também em vermelho e amarelo, mas em listras), depois da manifestação multitudinária da véspera para defender a autonomia regional.

Em Pamplona (norte), as tradicionais e maciças festas de São Firmino, nas quais o ponto alto é o “encierro”, em que espanhóis e turistas correm na frente de touros na parte antica da cidade, também foram contaminadas pela febre vermelha, porém mais discretamente.

Um telão foi instalado no centro da cidade. No entanto, bandeira e camisa espanholas são escassas nesta região de Navarra onde o nacionalismo basco é muito presente.

Em entrevista inédita ao jornal Marca, o chefe de governo, José Luis Rodriguez Zapatero, grande torcedor do Barça, se declarou “plenamente confiante” na equipe nacional, “símbolo de um país plural”.