A Polícia Militar alerta as pessoas que estão no litoral para que prestem atenção para cair em golpes. ?Infelizmente os estelionatários se aproveitam da boa-fé das pessoas e agem sem escrúpulos?, lamentou o tenente Wagner de Araújo, da Comunicação Social da Polícia Militar, na Operação Viva o Verão. Três pessoas já registraram queixas por ter caído em dois tipos de golpe.

No golpe do cartão telefônico, recebe-se a ligação de alguém que diz ser funcionário de empresas renomadas ou de operadoras de telefonia. O golpista informa que a pessoa foi sorteada e que, para receber o prêmio ? geralmente algo de valor substancial ? deve comprar cartões telefônicos e repassar a senha numérica. A ligação geralmente é feita a cobrar. ?A vítima compra os cartões e repassa os códigos de recarga e o golpista ganha os créditos do telefone?, descreveu o tenente.

Um homem informou à PM que, na primeira ligação que recebeu, o golpista pediu que fossem comprados 10 cartões telefônicos. Depois de repassar os créditos, recebeu outra ligação, em que o estelionatário dizia que o prêmio seria mais valioso se fossem informados os créditos de mais 35 cartões telefônicos. ?Esta pessoa foi lesada em R$ 450. Quando percebeu que tinha sido enganada, infelizmente não havia mais o que pudesse ser feito. Por isso, alertamos os veranistas sobre o golpe, para evitar novas vítimas?, disse Araújo.

O tenente explicou que as pessoas devem ficar atentas ao receber ligações a cobrar e só atender caso seja possível identificar o número da chamada ou conseguir saber quem está do outro lado da linha. Outra dica é não fornecer nenhum tipo de senha, seja de cartões bancários ou de crédito, muito menos número de documentos pessoais ou de qualquer pessoa da família sem que saiba com certeza quem é o interlocutor. ?Se tiver dúvida, a pessoa pode ligar para o telefone 190, de emergência da PM?, completou Araújo.

Morte

Outro golpe que já foi aplicado no litoral neste ano explora a dor alheia. O golpista liga para a residência da vítima. Ele diz que o celular daquela pessoa foi encontrado no bolso de alguém que se envolveu num acidente de trânsito e que morreu na colisão. Com essa desculpa, pede dados de cartões bancários e de crédito e também números de senhas que posteriormente são usados para saques. ?Em qualquer situação, a pessoa deve buscar manter a calma e informar à polícia sobre o golpe, sem repassar nenhum número?, concluiu Araújo.