O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) isentou do pagamento da taxa de visitação para a Ilha do Mel cerca de 450 estudantes, que participaram do 35º Congresso Brasileiro de Engenharia Florestal, realizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Como contrapartida, os estudantes fizeram a catalogação das espécies de plantas que compõem as principais trilhas da Ilha do Mel.

?Com base nos relatórios apresentados pelos estudantes, o IAP deverá capacitar crianças, através do projeto chamado ?Guia Mirim?, afirmou o presidente do IAP, Rasca Rodrigues, que revelou que as informações sobre as espécies arbóreas também estarão a disposição dos turistas que visitam a o local.

A visita técnica a Ilha do Mel fez parte do encerramento do Congresso Brasileiro, que teve a duração de uma semana, com o objetivo de mostrar aos estudantes as características da floresta atlântica.

?Os alunos puderam conhecer a floresta com araucária, característica da região sul e queríamos que eles pudessem ter contato também com os remanescentes de Mata Atlântica?, explicou Joachim Damasco, um dos organizadores do evento. Ele disse ainda que o tema central do congresso foi a extensão como instrumento de transformação social e que o contato com a comunidade nativa da Ilha do Mel ilustrou de forma precisa o assunto.

Trilhas

Os alunos foram divididos em equipes e, sob a coordenação de professores e técnicos do IAP, fizeram um diagnóstico das espécies. De acordo com o professor Roderjam, da UFPR, antes dos trabalhos os alunos receberam explicações sobre todos os tipos de vegetação relacionados a altitude da região.

?Além do diagnóstico das espécies foi possível detalhar a influência marinha na formação da floresta arbórea e analisar os tipos de mangue, uma vegetação típica da costa brasileira?, afirmou.

Ao todo foram trabalhadas cerca de 129 espécies entre as mais importantes encontradas na Ilha. Para a coordenadora da Ilha do Mel no IAP, Ângela Soares, além do trabalho que foi realizado pelos estudantes a visita foi um estímulo para a comunidade local que em períodos de baixa temporada e inverno recebem muito pouco turistas. ?Durante estes dois dias houve movimentação da economia local, gerando renda para a comunidade e trazendo benefícios sob o ponto de vista ambiental?, concluiu.

Estiveram presentes alunos de engenharia florestal de 18 estados brasileiros, entre eles, Mato Grosso, Amazonas, Sergipe, Pernambuco, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.