Um estudo elaborado pelo Greenpeace Internacional mostra que 90% dos maiores varejistas e 73% dos grandes fabricantes de alimentos e bebidas da União Européia adotaram uma política de não utilização de transgênicos em seus negócios no mercado europeu para atender à nova legislação européia de rotulagem.

A lei européia atual, que obriga a rotulagem de todos os produtos finais que tenham sido fabricados com ingredientes transgênicos, entrou em vigor em 2004 e é mais rigorosa que a anterior. Até 2004, a legislação obrigava a rotulagem apenas para produtos finais nos quais os transgênicos pudessem ser detectados. Com a nova lei, as empresas são obrigadas a realizar todo o rastreamento da cadeia produtiva de seus produtos.

De acordo com o estudo do Greenpeace, os resultados expressam claramente uma rejeição em massa dos ingredientes transgênicos nas maiores empresas européias do setor de alimentos e bebidas. ?A rejeição européia é um forte argumento comercial para manter o Brasil como a principal fonte de soja não transgênica e a criação de áreas livres de organismos geneticamente modificados?, afirmou Ventura Barbeiro, da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

?É evidente que o agricultor brasileiro só tem a ganhar se mantendo livre de transgênicos?, afirmou Ventura Barbeiro, da campanha de engenharia genética do Greenpeace. ?Apesar da Lei de Biossegurança aprovada em março deste ano autorizar a soja transgênica, não faz nenhum sentido plantar ou produzir alimentos com soja geneticamente modificada. No Rio Grande do Sul o prêmio para a soja convencional já chega a 10%, além disso quem planta transgênicos tem o desconto dos royalties?, contou.