O novo embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Antônio Aguiar Patriota, que assume o cargo em março, disse ontem (18) que o comércio de biocombustíveis deve se tornar um importante fator de aproximação entre os dois países.

?O presidente George Bush vai realizar um discurso, na semana que vem, em que deve reservar um espaço considerável à questão da energia e do biocombustível, o que é muito bom para a relação bilateral entre os países. O etanol é um tema estratégico para cada país e para o relacionamento bilateral?, destacou, acrescentando que o tema biocombustível ?é um assunto mais da atualidade para os Estados Unidos do que a Alca (Área de Livre Comércio das Américas)?.

Patriota se reuniu com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e com o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, e apresentou as diretrizes de sua atuação em Washington em relação aos interesses brasileiros nos Estados Unidos.

?Estamos organizando uma série de iniciativas bastante amplas, através de duas missões comerciais aos Estados Unidos, previstas para março e setembro, para tentar desenvolver ainda mais os negócios e criar maiores facilidades de comércio entre os países.? Segundo ele, a ampliação da participação de empresários brasileiros em feiras e missões comerciais nos Estados Unidos é essencial para o aumento efetivo das relações comerciais e para a captação de investimentos. ?Há uma grande convergência entre os dois países sobre assuntos fundamentais para a região e para o mundo?, disse Patriota.

Para Giannetti, é preciso ampliar as missões comerciais e intensificar as relações comerciais entre os países, que teriam se tornado ?dispersas? nos últimos anos. ?2007 será o ano do Brasil nos Estados Unidos e pretendemos, dessa maneira, ampliar os negócios.? Além das duas missões, a Fiesp pretende levar empresários a pelo menos 15 feiras americanas, disse Gianetti.

Ele não quis comentar as expectativas de quanto poderia ser a ampliação dos negócios, mas destacou que elas ?devem ser maiores do que nos últimos anos?. ?Nós não podemos perder mais espaço no mercado americano?, disse, ressaltando que o principal acordo a ser fechado entre os países deve ser sobre bioenergia.

?O Brasil pode ser solução para a agricultura dos Estados Unidos se não houver barreiras que impeçam a entrada, por exemplo, do milho brasileiro em seu mercado?, destacou, com relação à utilização cada vez mais intensa do milho como combustível nos Estados Unidos, o que está elevando a cotação do produto. As informações são de O Estado de S.Paulo.