Os Estados Unidos criticaram a China por ter realizado um teste com um míssil balístico capaz de destruir satélites em 11 de janeiro. O míssil destruiu um satélite de tempo chinês. A administração Bush manteve em segredo o teste até avaliar o seu significado. Como os satélites de tempo da China viajariam na mesma altura dos satélites espiões americanos, os EUA interpretaram o teste como uma ameaça indireta aos seus sistemas de defesa.

"Os Estados Unidos acreditam que o desenvolvimento e o teste pela China de tais armas são inconsistentes com o espírito de cooperação que ambos os países aspiram na área espacial civil", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe. "Nós e outros países expressamos nossa preocupação aos chineses".

Em seu discurso anual no Congresso, o chefe da Agência de Inteligência da Defesa, General Michael Maples, disse na semana passada que os programas militares espaciais da China e da Rússia preocupam os EUA. O teste, relatado primeiro pela Aviation Week, destruiu um satélite ao bater nele com um veículo cinético lançado em um míssil balístico.

Em outubro de 2006, o presidente Bush assinou uma ordem dando direito aos Estados Unidos de negar aos adversários o acesso ao espaço para finalidades hostis.