Mais de duas dezenas de eventos marcam os 30 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog. Serão realizadas pelo país sessões solenes, aulas magnas em faculdades de jornalismo e apresentações culturais para lembrar o assassinato de Herzog nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, que eram órgãos de repressão política da ditadura militar.

As atividades ? que rememoram episódios da data da prisão, da tortura e do assassinato de Herzog ? tiveram início dia 14 e devem se estender até 23 de novembro. Vários eventos se desdobram de outras formas, como é o caso do ciclo de cinema com 18 filmes que tratam do período histórico, incluindo a película Marimbás, dirigida por Herzog.

Amanhã (23), um ato inter-religioso em memória de Herzog, pela paz e pelos direitos humanos será celebrado na Catedral da Sé (centro de São Paulo) com a presença de representantes de 20 religiões. Está prevista ainda a apresentação de um coral com mil vozes, regido pelo maestro Martinho Lutero, nas escadarias do templo durante a cerimônia.

Na data dos 30 anos da morte do jornalista, dia 25, ocorrerá em São Paulo a 27ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog ? que contempla reportagens que se destacaram na defesa dos direitos humanos ?, no auditório do Parlamento Latino-Americano, o Parlatino. O poder legislativo também promoverá homenagens a Herzog. Estão programadas para esta semana sessões solenes na Câmara dos Vereadores de São Paulo (20), na Assembléia Legislativa paulista e na seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (ambas no dia 24) e no Senado Federal (25).

Entre eventos, merecem destaque: uma exposição de fotografias jornalísticas do período histórico (na sede do sindicato paulista dos jornalistas) e uma mostra de trabalhos de artistas plásticos feitos em blocos de anotações usados em reportagem (na Pinacoteca do estado). O filme Vlado ? 30 Anos Depois, de João Baptista de Andrade, teve sua pré-estréia dentro da programação oficial antes de entrar em cartaz em todo o país.

A programação também inclui ciclos de palestras e aulas magnas sobre o jornalista e o contexto histórico em universidades e centros de ensino, além da leitura de textos antes da encenação de peças nos teatros da capital.