Durante cerimônia que formalizou a sua saída à frente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda destacou a luta contra a exploração sexual comercial da criança e adolescente no país. "Hoje, nós sabemos todas cidades no Brasil onde possuem redes criminosas e aprendemos como combatê-las e assim resgatar essas crianças e adolescentes, que se que se tornou uma grande bandeira do país".

Atualmente, existem trabalhos nas áreas que mostram onde estão as principais áreas em situação de risco. Um exemplo é a Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil, elaborada pela ONG Cecria em parceria com a Organização dos Estados Americanos (OEA).

O estudo mapeou que o crime organizado no Brasil utiliza 241 rotas terrestres, marítimas e aéreas para explorar sexualmente mulheres, jovens e crianças. Desse total, 76 estão no Norte do País e 69 no Nordeste. O Sudeste tem 35 rotas, o Centro-Oeste, 33, e o Sul, 28.

Até a Polícia Rodoviária Federal concluiu um estudo, entregue a então CPI da Explocação Sexual, que constatou rotas de exploração de crianças nas rodovias BR-116 (Pelotas-Jaguarão), BR-472 (Uruguaiana-Barra do Quaraí) e BR-471 (Santa Vitória do Palmar-Chuí). Para o exterior, a PRF mapeou duas novas rotas de tráfico infantil para o exterior. De caminhão, eles saem do norte do país com destino ao Suriname; e do sul, com destino à Argentina e ao Uruguai.

O governo federal mantém, pelo Programa de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (Sentinela), convênios em 314 municípios de 26 estados. Criado em 2001, o Sentinela já atendeu cerca de 29 mil crianças e adolescentes. A previsão é que mais 150 municípios devem ser atendidos pelo programa neste segundo semestre.