Mais 1,6 mil soldados estão prontos para ocupar outras favelas em busca das armas roubadas de um quartel do Rio de Janeiro, informou o coronel Fernando Lemos, da assessoria de imprensa do Comando Militar do Leste (CML). A operação do Exército foi iniciada na última sexta-feira (3), mesmo dia em que os fuzis desapareceram. Os militares ocuparam nove favelas do Centro e zona norte do Rio, com 1,5 mil homens, para tentar recuperar as armas.

Lemos explicou, no entanto, que o número de favelas ocupadas só aumentará caso a inteligência do Exército e da Secretaria de Segurança Pública do Rio sinalizem essa necessidade. "Tudo depende das informações", disse Lemos.

Quatro dias depois de desencadeada a operação do Exército para recuperar dez fuzis roubados de um quartel no Rio de Janeiro, nenhum mandado de prisão foi pedido pelos militares e nenhum armamento foi ainda recuperado.

De acordo com Lemos, o Exército poderá deixar algumas favelas mesmo antes da operação terminar, caso não haja mais necessidade da ocupação. "O Exército está nessas favelas mediante mandado de busca e apreensão. Se for notado que o motivo era frio e não deu resultado, não há necessidade de gastar elementos nessa favela e, assim, retiraremos nossos homens", afirmou.