As vendas de carnes bovina, suína e de aves para o exterior devem alcançar algo em torno de US$ 8 bilhões neste ano, estima o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gabriel Alves Maciel.

Caso essa estimativa se concretize, a venda de carnes brasileiras deverá desbancar o complexo soja do primeiro lugar das exportações do agronegócio, como indicou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao anunciar, há duas semanas, o balanço das vendas internacionais de alimentos agrícolas, carnes e produtos lácteos, de janeiro a julho.

As exportações totais do agronegócio somaram US$ 24,2 bilhões no período ? 9,1% a mais que os US$ 22,2 bilhões registrados em igual período do ano passado. Contudo, ao contrário da soja, que perdeu valor no mercado internacional em relação a 2004, as carnes melhoraram de cotação lá fora e o Brasil ampliou o fornecimento para cerca de 40 países.

Entre janeiro e julho deste ano o Brasil vendeu US$ 4,4 bilhões em carnes, com aumento de 34,5% em relação à receita de US$ 3,3 bilhões no mesmo período do ano passado. Além de aumento no volume das exportações, o preço médio de US$ 1.527 por tonelada de carne foi 7,3% melhor que o preço praticado em 2004.

Em contrapartida, o preço médio da soja caiu 18,8% neste ano (de US$ 287,8 para US$ 233,6 por tonelada). Embora permaneça em primeiro lugar no ranking das exportações brasileiras, as vendas do complexo perderam dinamismo: os US$ 5,4 bilhões obtidos no ano são 17,2% menores que os US$ 6,5 bilhões contabilizados entre janeiro e julho do ano passado