O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, informou hoje que, tanto as exportações, de US$ 9,056 bilhões, quanto as importações, de US$ 5,623 bilhões, são recordes históricos para meses de agosto. Além disso, esse foi o terceiro mês consecutivo em que as vendas externas do Brasil atingiram o patamar de US$ 9 bilhões. No caso das importações, foi o melhor resultado mensal deste ano.

O saldo acumulado do ano, de US$ 61,354 bilhões, também é recorde histórico para o período. No acumulado de doze meses, entre setembro de 2003 e agosto de 2004, as exportações atingiram US$ 88,928 bilhões e as importações, US$ 57,309 bilhões, elevando a corrente de comércio para US$ 146,237 bilhões – cifra que é recorde histórico para períodos de doze meses, segundo o Ivan Ramalho

Os principais produtos exportados foram automóveis, aviões, motores para veículos, soja em grão, minério de ferro, petróleo em bruto e ferro fundido. Além desses, houve diversificação na pauta de exportações do país, com crescimento na venda de ferramentas com motor de uso manual, máquinas utilizadas na indústria de alimentos e obras de marcenaria.

Por regiões econômicas, as exportações evoluíram para todos os blocos, na comparação de agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado. Destacam-se o Oriente Médio, com 95,4%, e o Mercosul, 59,7%. Os principais países de destino, no entanto, continuam sendo os Estados Unidos, com US$ 1,827 bilhão (23,7% sobre agosto de 2003), Argentina, com US$ 687 milhões (64,8%) e China, com US$ 518 milhões (23,9%). Houve, porém, crescimento expressivo nas vendas para mercados não tradicionais, como Tanzânia, Camarões e Coréia do Norte.

Nas importações, todas as categorias de produtos continuam registrando crescimento em relação a agosto de 2003, com destaque mas vale ressaltar os bens de capital (máquinas e equipamentos destinados à industria) com expansão de 41,8%.

“Esses números mostram maior demanda interna por bens de consumo e bens ligados à atividade produtivo”, disse Ramalho para mostrar que há hoje uma retomada dos investimentos produtivos e recuperação da economia.