A Capitania dos Portos suspendeu, nesta sexta-feira, temporariamente a navegação no Canal da Galheta, que dá acesso aos portos de Paranaguá e Antonina. O capitão dos portos Francisco dos Santos Moreira alegou, para assinar a portaria pela manhã, a falta de segurança, em razão do deslocamento de uma das bóias de balizamento.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) acionou a empresa Tecnimport, que faz a manutenção das balizas, para corrigir o problema.

Moreira disse que a primeira bóia, no início do canal, acabou se soltando e "abraçou" a outra, perdendo-se a marcação do local onde o navio deve passar. Sem a sinalização, as embarcações correm o risco de encalharem. Além disso, as duas bóias seguintes estão apagadas, o que impede a navegação noturna. Nenhum navio pode entrar ou sair dos portos até que o problema seja solucionado.

A assessoria da Appa disse que o superintendente Eduardo Requião iria enviar um ofício à capitania pedindo a abertura de inquérito para saber quais os práticos que teriam retirado seis navios nos dois últimos dias, quando o mar estava revolto. Segundo a Appa, isso inviabilizaria a navegação. A entidade acentuou que os navios teriam batido contra as bóias causando os problemas. A assessoria não soube informar se navios estariam se desviando de Paranaguá devido à suspensão de navegação.

O capitão dos portos disse que o único objetivo de sua atitude foi garantir a segurança para os navios e ocupantes. Segundo ele, apesar do mar revolto dos últimos dias, os navios podiam sair do porto desde que os práticos se dispusessem a permanecer no navio, desembarcando em local mais distante. "Se estão alegando que houve abalroamento das bóias é só fazer a denúncia que vamos abrir inquérito", acentuou. "Minha única preocupação é com a segurança", repetiu.