A construção dos 248 quilômetros da Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste) – entre 1991 e 1994 pelo governo Roberto Requião em parceria com dois batalhões do Exército e que custou na época US$ 363 milhões – poderá servir de modelo ao governo venezuelano para integrar a malha ferroviária do país governado por Hugo Chávez.

Esse foi um dos pontos que interessou o Instituto Autônomo de Ferrocarriles da Venezuela no encontro com o diretor administrativo financeiro da Ferroeste, Samuel Gomes, durante a missão paranaense naquele país. A ferrovia paranaense, segundo Gomes, poderá ainda facilitar o intercâmbio comercial entre o Paraná e a Venezuela.

?Não há integração econômica sem logística de transporte. Por isso, foi estabelecida a relação privilegiada entre o Porto de Paranaguá e o Puerto Cabello, na Venezuela. Mas não há porto sem ferrovia, nem ferrovia sem porto. Por essa razão, demos início à integração entre a Ferroeste e o Instituto Autonomo de Ferrocarriles da Venezuela, organismo responsável pela construção e operação das ferrovias venezuelanas?, contou.

Técnicos do Instituto de Ferrocarriles que acompanharão a missão venezuelana que visitará o Paraná provavelmente em março de 2006 vão conhecer os 248 quilômetros da ferrovia paranaense entre Cascavel e Guarapuava. ?O que mais interessou os venezuelanos foi o custo baixo da construção da ferrovia e parceria feita na época entre o governador Roberto Requião e o Ministério do Exército?, aponta Samuel Gomes.

O diretor da Ferroeste assinala ainda que o Paraná tem toda logística ferroviária necessária a integração econômica com a Venezuela. ?As ferrovias paranaenses, que interagem com o Porto de Paranaguá, e a ferrovia venezuelana que interage com Puerto Cabello formarão, a partir de agora, parte de um mesmo esquema logístico para dar concretude e eficiência à integração econômica entre o Paraná e a Venezuela?, garantiu.