Brasília – A descoberta da sexualidade, a primeira menstruação, a aids e o cuidado com as doenças sexualmente transmitidas são questões discutidas pelos adolescentes em vários espetáculos da 13ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, que pode ser visto até o próximo domingo (28).

Nem todos os espetáculos tratam o tema de forma rígida. Na peça ?Eu Quero Sexo?, que está na terceira montagem, tudo é uma grande brincadeira. A platéia é dividida em dois grupos, homens para um lado e mulheres para o outro. Na entrada, os solteiros recebem um cartão na cor verde e os comprometidos um vermelho. De presente, todos ganham uma ?necessaire? com camisinha e explicações sobre o uso de preservativos e anticoncepcionais.

Por meio da brincadeira, a Companhia Máscaras de Teatro/Os Comediantes, de Curitiba, conta a história de uma adolescente portadora do vírus HIV que sofre com a discriminação dos meninos de sua idade. O espetáculo aborda a importância do uso de preservativos e toca em vários assuntos de quem está descobrindo a sexualidade e tem dúvidas sobre a questão. Tudo de forma descontraída e ao som de muitas gargalhadas da platéia.

Em ?Meu Primeiro Quase Beijo?, o elenco também é todo formado por adolescentes e trata dos mesmos assuntos. Porém, a Companhia de Palco e Cia, de Cachoeiro do Itapemirim (ES), optou por um texto didático.

Na história, Elmo e Julico vendem salgados e picolés na porta de um colégio de classe média, onde se deparam com o preconceito e as experiências da própria idade. Ainda no Festival, a Companhia apresenta a continuação ?Meu Primeiro Quase Beijo 2 ? Se Rolar Eu Topo?.

Já a homossexualidade é discutida no espetáculo ?Jovem Solteiro Procura…?, da Companhia de Teatro Um e Meio, de Curitiba. Nele, um jovem coloca anúncio no jornal à procura de um homem para dividir as despesas de aluguel e tem medo de revelar sua opção sexual.