Omar Torres/AFP

Segundo o presidente da organização, algumas partidas, inclusive de alto nível, não têm a mesma cobertura de televisão que a Copa do Mundo. Portanto, os árbitros não teriam os mesmos meios em todos os estádios, o que é inaceitável para a Fifa.

Entre a ingenuidade e o cinismo, Blatter também insistiu no “fator humano” que dá muito encanto ao esporte, do seu ponto de vista.

“Os torcedores gostam de conversar sobre o que acontece nas partidas. Faz parte da natureza humana de nosso esporte”, escreveu.

“Seja qual for a tecnologia utilizada, resumindo, quem toma a decisão final é um ser humano (…). Certamente, depois de observar uma jogada em câmera lenta, ocorre às vezes que dez especialistas expressem dez opiniões diferentes sobre a decisão que o árbitro tinha de tomar”, explicou.

Outro argumento que a Fifa não desenvolveu nesta segunda-feira, apesar das diversas perguntas: aceitar a introdução do vídeo nos gols seria como abrir a caixa de Pandora.

“O que poderia impedir depois a introdução da tecnologia em outros aspectos da partida? Todas as decisões em campo seriam questionadas” e “isso cortaria o ritmo da partida”, insistiu Blatter em seu editorial.