A região de Jacarezinho, norte pioneiro do Paraná, retomou há um ano as atividades normais do Banco Social, que fornece empréstimos para pessoas físicas ou jurídicas interessadas em fortalecer seu próprio empreendimento. O Banco Social funciona através de uma parceria com a Agência do Fomento do Paraná, Sebrae, Prefeituras, e oferece crédito para empresas e pessoas que tenha experiência na atividade por mais de seis meses e ganho anual bruto inferior a R$ 180 mil.

Pessoas física ou jurídica podem financiar valores de até R$ 2 mil para aplicar em capital de giro, que se caracteriza pela compra de matéria-prima, ou um valor de até R$ 5 mil para investimento em capital de giro juntamente com investimento fixo – aquisição ou manutenção de equipamentos de trabalho. A taxa de juros é de 1,5% ao mês, pré-fixado e cobrado sobre o saldo devedor. O valor pode ser parcelado em até 18 vezes.

Em Jacarezinho, o programa já beneficiou várias pessoas, entre elas Tânia Mara Rodrigues, que fez o primeiro empréstimo junto ao Banco Social em setembro de 2001. Depois de quitar as prestações desse financiamento, solicitou uma nova quantia de dinheiro e também já quitou. Com os dois financiamentos, que totalizam R$ 3.086,00, a micro-empresária conseguiu comprar balcão e prateleiras, além do capital de giro para impulsionar seus negócios. E garante que pretende recorrer a um terceiro empréstimo em breve, para formar capital de giro.

Desde o seu início de 2003, o Banco Social beneficiou mais de 100 mil pessoas direta e indiretamente. Os dados da Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social revelam que a inadimplência é baixa: 4,8%.

Para o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimmermann, o programa atinge uma população com potencial gerador de novos postos de trabalho com baixo custo para o Estado. Os investimentos financiam pequenos empreendimentos que criam novos empregos. O custo para a geração de cada posto de trabalho não passa de R$ 3,5 mil.