Numa missão relâmpago, o FMI (Fundo Monetário Internacional) recomendou a aprovação da terceira revisão do acordo com o Brasil, assinado em setembro de 2002. O acordo prevê a liberação de US$ 30 bilhões até dezembro. A missão, que chegou segunda-feira ao Brasil, encerrou as discussões sobre a terceira revisão do acordo hoje.

Tradicionalmente, as missões do FMI demoram, em média, duas semanas, para aprovar as revisões do acordo. Desta vez, os trabalhos foram concluídos em cinco dias e a missão deixa amanhã o país.

A velocidade para negociação da revisão do acordo pode ser explicada pela avaliação positiva que o FMI fez da condução da política econômica brasileira. “O Brasil está cumprindo algumas medidas mais rapidamente que o esperado. Tudo vai bem [com a economia brasileira] e o programa vai seguir adiante”, disse o chefe da missão, Jorge-Màrquez Ruarte.

Segundo ele, a missão recomendará à diretoria do FMI a aprovação da terceira revisão do acordo sem qualquer mudança. A diretoria do Fundo deve se reunir em junho para dar o parecer final para continuidade do programa, que permitirá ao Brasil sacar cerca de US$ 9 bilhões. O país já sacou US$ 10,4 bilhões do empréstimo a que tem direito.

Ruarte disse que o FMI aprova as últimas medidas econômicas adotadas pelo Brasil, como elevação do superávit primário.