A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) lançou na sexta-feira, a segunda edição do Fórum Internacional das Águas, que começa na próxima terça-feira em Basília. O presidente da ARI, Ercy Torma, disse que o objetivo é definir políticas de gestão sustentável dos recursos hídricos, além de apurar os resultados dos projetos mostrados na primeira edição, ocorrida em 2003. “Queremos apresentar propostas práticas para solucionar problemas como desperdício e poluição dos recursos hídricos”, afirmou.

Para isso, o evento vai reunir, no Centro de Convenções do Hotel Plaza São Rafael, representantes da Europa, EUA e países do Mercosul, principalmente de entidades ambientalistas em nível mundial. Entre as autoridades confirmadas está a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O II Fórum Internacional da Águas é uma iniciativa da Associação Riograndense de Imprensa, juntamente com os ministérios do Meio Ambiente e das Cidades, da secretaria estadual de Obras Públicas e Saneamento e prefeitura de Porto Alegre, além da Organização das Nações Unidas (ONU).

A programação abrange conferências, palestras, painéis e oficinas. Segundo dados divulgados pelo Fórum das Águas, em apenas 50 anos, após a 2ª Guerra Mundial, houve a redução de 62,7% na disponibilidade de água doce nas reservas do planeta. Na América do Sul, os números são ainda mais graves, 73%, e no continente africano 75%.
No Brasil o potencial de recursos hídricos significa 53% da reserva da América do Sul e 12% do total mundial. Porém, em poucos anos, cidades como São Paulo e Rio de Janeiro não terão água suficiente para atender a população. Isso porque as taxas de desperdício são estimadas em 40%, demonstrando a péssima gestão destes recursos abundantes. Apenas na região Norte, onde está localizado o maior reservatório de água potável, o abastecimento e o saneamento básico são considerados os piores do país.