A construção da barragem do Miringuava será discutida em fórum organizado pela Sanepar, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Prefeitura de São José dos Pinhais, Ministério Público e moradores das comunidades Avencal, Colônia Murici e Antinha e outras que serão afetadas pela obra. Entre os temas do debate estão eventuais medidas compensatórias e mitigadoras, ou seja, aquelas realizadas para diminuir os impactos causados pelo empreendimento. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (23), durante a audiência pública para a apresentação do projeto. Participaram da reunião cerca de 250 pessoas.

De acordo com a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa, a construção da barragem no Rio Miringuava é ?importantíssima? para garantir o abastecimento da população de São José dos Pinhais e também para equilibrar a demanda por água tratada em toda a Região Metropolitana de Curitiba. ?Os rios têm pouca vazão e, por isso, é necessário construir reservatórios para acumular água. Em função da escassez de mananciais, nenhum deles pode ser desprezado?, explicou a diretora.

Democrático

Maria Arlete elogiou a criação do fórum. ?Será um espaço democrático para que todos apresentem suas reivindicações e aprofundem o entendimento sobre a necessidade da obra – a exemplo do que foi feito na construção da barragem do Piraquara II?. A Piraquara II está em andamento e a Sanepar já deu início às ações mitigadoras na região.

A nova barragem deverá ser construída no município de São José dos Pinhais. O prefeito Leopoldo Meyer solicitou a realização de estudo socioeconômico do município e definição sobre as restrições de uso do solo na área afetada pela barragem. Ele reconhece a importância da água para a população, para o meio ambiente e para a produção agrícola de toda a região. ?Vamos trabalhar juntos para compatibilizar os interesses dos moradores com a necessidade de ofertar esta água para quem dela precisa?, afirmou.