O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está sendo analisado por deputados e senadores, que já apresentaram 660 emendas às sete medidas provisórias embutidas no texto. O acentuado índice de questionamento é visto como reflexo inicial das dificuldades que o governo terá para aprovar as medidas de expansão econômica e social.

Enquanto isso, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) prossegue afirmando que o PAC não reúne as condições essenciais para fazer o País crescer além de 3,9% ao ano, argumentando que o governo foi muito tímido no principal, o corte dos gastos correntes.

A citada corporação industrial reclama também a redução mais ousada das taxas de juros, para que o Produto Interno Bruto possa crescer 4,9% este ano e, assim fazendo, criar tutano em quantidade suficiente para respaldar o crescimento de 6% em 2008.

Visando aclarar as coisas para o governo, a Fiesp acenou com a traumática tarefa do corte de cargos comissionados, desvinculação do salário mínimo do piso previdenciário e diminuição dos gastos com o pagamento de juros.

Como o uso prolongado do cachimbo acaba entortando a boca do usuário, o governo parece ter perdido a capacidade de percepção de abismos que a outros apavoram. E até esse momento, tem se comportado como um frade de pedra…