Os franceses têm tradição de tolerância. Mas, pelo menos no futebol, dão sinais de que a paciência com os baderneiros se esgotou. Um sinal claro foi emitido ontem pela União dos Clubes Profissionais da França. A entidade que representa as principais equipes do país decidiu colocar em prática uma série de medidas para conter violência ou comportamento racista e xenófobo nos estádios.

A primeira providência prevê controle mais rígido dos torcedores no acesso às arenas esportivas. A intenção é a de evitar que "material perigoso" entre nas arquibancadas. Faixas e cartazes consideras ofensivas aos rivais ou que estimulem a intolerância são classificados como material inadequado, na avaliação dos representantes dos times.

Há também a promessa de empenho para coibir refrões, coros e músicas que insultem os adversários. Em nota oficial, a UCPF diz que está proibida, a partir de agora, qualquer declaração ou comportamento que atente contra os rivais, os árbitros ou às instituições.

Como isso vai funcionar na prática ainda não se sabe. Os franceses dizem que ganhará importância a função do "diretor de segurança" nos estádios. Além disso, pedem que sejam denunciados os torcedores violentos e racistas, para que sejam banidos.