Rio de Janeiro – Apontada como a maior fraudadora do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a ex-advogada Jorgina de Freitas será transferida na segunda-feira, dia 22, do Presídio Talavera Bruce para a Penitenciária Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, que abriga detentas que cumprem pena em regime semi-aberto. A transferência está marcada para as 9 horas.

A ex-advogada, condenada a 14 anos de prisão em regime fechado, teve concedido o direito de ir para casa nos fins de semana, a cada 15 dias por decisão da Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ).

A mudança de regime foi concedida de forma unânime por nove desembargadores, na quarta-feira (17). Segundo informações do TJ/RJ a decisão foi uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), Jorgina continuará em regime fechado em sua nova cela até que os documentos sejam conferidos. Segundo a assessoria, a ex-advogada optou pela visita periódica ao lar em detrimento do trabalho extra-muro, em que o detento sai as 8 horas e tem que voltar ao presídio às 20 horas.

Jorgina de Freitas foi condenada pelo TJ/RJ em julho de 1992 por participar do maior golpe da história da Previdência, juntamente com o ex-juiz Nestor José do Nascimento; o ex-procurador do INSS Marcílio Gomes da Silva e os advogados Astor Cardoso Pontes de Miranda, Ilson Escóssia da Veiga, Cláudia Caetano Bouças e Wilson Ferreira.

As fraudes, realizadas com o pagamento de ações trabalhistas falsas, foram calculadas em mais de R$ 500 milhões e aconteceram em Vassouras, São João de Meriti e Duque de Caxias.

Depois de ser condenada em dois processos, Jorgina fugiu do país e só se entregou à polícia em 1997, na Costa Rica. No ano seguinte, foi extraditada para o Brasil e enviada para o Presídio Talavera Bruce. 

Segundo o TJ, 70% dos 60 imóveis em nome de Jorgina foram comprados com o dinheiro das fraudes crime, e apesar de já terem sido avaliados, ainda não foram leiloados. Jorgina responde outros processos por estelionato e fraude.