Os funcionários do Banco Central voltaram à greve, nesta segunda-feira, e prometem permanecer de braços cruzados enquanto o governo não retomar as negociações com a categoria, como ressaltou o presidente regional do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Paulo de Tasso Calovi.

Depois de assembléia com mais de 700 pessoas em frente à sede do BC, Paulo de Tasso disse que o movimento está mais forte que nas paralisações anteriores. Segundo o sindicalista, informações preliminares davam conta que a adesão ao movimento era em torno de 70% em Brasília e nas regionais de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.

A quarta greve dos funcionários do BC em menos de dois meses é uma resposta ao "descaso" do governo em negociar a pauta de reivindicações salariais da categoria, de acordo com Calovi. Ele disse que o governo prometeu apresentar proposta de negociação até o último dia 14, depois estendeu o prazo-limite para o dia 16 (sexta-feira da semana passada), e até agora nada.

Ele acredita, contudo, na possibilidade de um "aceno" oficial no decorrer desta semana, pois a direção do BC sabe da disposição de adesão maciça da categoria, e a paralisação pode causar prejuízos ao funcionamento do sistema financeiro; principalmente, na distribuição de dinheiro aos bancos, acompanhamento das operações de Mercado Aberto e controle das reservas internacionais.