Com faixas e apitos, um grupo de cerca de 100 funcionários dos Correios fazem neste momento uma mobilização em frente ao Itamaraty, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva almoça com o presidente da Áustria, Heinz Fischer.

Em greve desde a quarta-feira, dia 14, os servidores reivindicam reposição salarial de 47%, mais correção de inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 6,55%; e aumento do piso salarial de R$ 448 para R$ 931, do vale alimentação de R$ 14 para R$ 20 e abono salarial de R$ 800.

Cerca de 80% dos servidores está greve, e "a paralisação deve continuar", prevê o diretor jurídico da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), José Gonçalves de Almeida. Ele disse que hoje estão marcadas assembléias em todo o Brasil e o indicativo é de "continuidade da greve". Para os Correios, a paralisação atinge cerca de 15% dos 108 mil funcionários da empresa.