O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, disse nesta sexta-feira que o organismo ainda avalia a criação de uma linha emergencial de empréstimo, sugerida pelo governo brasileiro e outros países. “Estamos num debate sobre como desenhar um novo instrumento de precaução e como seriam as suas circunstâncias”, disse Rato, referindo-se aos critérios de financiamento.

Segundo ele, poderiam ser acudidos países com problemas no seu balanço de pagamentos, que tenham sofrido reversões inesperadas ou choques externos. “Existe um debate no staff do fundo e os membros do conselho estão estudando formulas técnicas para realizar este programa. Não está definido o modelo que poderemos seguir ou mesmo se vamos seguir ou não”. No entanto, ele lembrou que, com as linhas já existentes, o fundo vem fazendo este tipo de acordo. Citou o caso do atual acordo com o Brasil, em que o fundo colocou à disposição, em caráter preventivo, US$ 14 bilhões.